A inovação é uma importante ferramenta para que empresas se desenvolvam, cresçam e permaneçam competitivas num mercado cada vez mais acirrado. Assim, ao contrário do senso comum, a inovação não é somente aquilo que pode ser considerado novo e vendável. Ela implica no surgimento de mudanças substanciais nos dados econômicos que desequilibram o status quo e geram uma descontinuidade na evolução do sistema (SCHUMPETER, 1982).

É o caso, por exemplo, da indústria fotográfica, que passou por uma grande mudança com a chegada de máquinas digitais. O mesmo ocorreu com a indústria de telefonia móvel, que sentiu o impacto da chegada de smartphones. Tais mudanças não apenas alteraram o modo como a fotografia e a telefonia passaram a ser consumidas pelos clientes finais, elas alteraram, também, a configuração do mercado, com a queda de empresas que até então eram líderes em seus ramos e o desenvolvimento de companhias que até então não tinham tanta força nessas áreas.

Pode-se dizer, assim, que tais mudanças são o coração do desenvolvimento econômico, através do qual tecnologias antigas são substituídas por novas (SCHUMPETER, 1982).

 

DIFERENTES TIPOS DE INOVAÇÃO

Na esteira desse conceito, a terceira edição do Manual de Oslo, criado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a mensuração dos índices inovativos de países, divide a inovação em quatro tipos (FINEP, 2005).

A partir disso, tem se que o primeiro tipo é a inovação de produto, que decorre de mudanças significativas em produtos e serviços (FINEP, 2005). O segundo é a inovação de processo, decorrente de mudanças significativas em métodos de produção e distribuição (FINEP, 2005). O terceiro tipo refere-se à inovação organizacional, a qual envolve a implementação de métodos organizacionais novos, seja no local de trabalho, seja das relações da empresa com entes externos a ela (FINEP, 2005). Por fim, temos a inovação de marketing, que inclui mudanças nos designs de produtos ou de suas embalagens, a promoção de produtos e a colocação deste no mercado, e os métodos de precificação de produtos e serviços (FINEP, 2005).

 

INOVAÇÃO INCREMENTAL X INOVAÇÃO RADICAL

Além dos quatro tipos citados acima, a inovação ainda pode ser dividia incremental e radical. As inovações “incrementais”, são aquelas que se dão de forma gradual e continuam um processo de mudança já em curso, podendo levar ao crescimento econômico (SCHUMPETER, 1982). Esse é o caso de melhorias feitas gradativamente em tecnologias já existentes, tais quais o incremento da qualidade da câmera de um smartphone.

Por fim, as inovações “radicais” são capazes de causar uma descontinuidade no status quo, fazendo com que o desenvolvimento econômico ocorra de forma imediata (SCHUMPETER, 1982). Essa segunda modalidade de é a responsável pela mudança de status quo no mercado e na forma de consumo, derrubando tecnologias antigas por conta do surgimento de tecnologias mais novas e melhores.

 

CONCLUSÃO

Dessa forma, percebe-se que, não obstante o tipo, ou o modo como ela é obtida, a inovação é um fator importante para empresas, não podendo ser jamais deixado de lado. Caso contrário, a posição da empresa no mercado pode ser comprometida pelo surgimento de produtos e serviços que ela não foi capaz de criar, ou desenvolver.

 

REFERÊNCIAS

FINEP. Manual de Oslo: diretrizes para a coleta e interpretação de dados sobre inovação. 3 ed. Brasília: 2005. Disponível aqui.

SCHUMPETER, J. A. A teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucro, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. Rio de Janeiro: Nova Cultural, 1982.

 

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